domingo, 10 de janeiro de 2010

Sistema respiratório



Sistema Respiratório

Sistema respiratório é o conjunto de órgãos responsáveis pelas trocas gasosas do organismo dos animais com o meio ambiente, possibilitando a respiração celular.
Nos vertebrados terrestres, o sistema respiratório é fundamentalmente formado por dois pulmões, como explicado abaixo. Mas nos animais aquáticos, como peixes e moluscos, o sistema baseia-se nas brânquias, enquanto que nos artrópodes terrestres, a respiração é assegurada por um sistema de traqueias.
Nos organismos unicelulares e em alguns animais, como as esponjas e celenterados, assim como nas "plantas" (no sentido da taxonomia de Lineu), não existe um verdadeiro sistema respiratório, sendo a respiração celular assegurada por trocas gasosas directas entre as células do organismo e o meio ambiente.

Índice

• 1 Sistema respiratório dos vertebrados terrestres
1.1 Vias respiratórias
• 2 Ver também
3 Ligações externas
Sistema respiratório dos vertebrados terrestres
Os órgãos do sistema respiratório dos vertebrados terrestres, além de dois pulmões, são: fossas nasais, boca, faringe (nasofaringe), laringe, traqueia, brônquios (e suas subdivisões), bronquíolos (e suas subdivisões), e os alvéolos pulmonares reunidos em sacos alveolares.

A função principal do sistema respiratório é basicamente garantir as trocas gasosas com o meio ambiente. O processo de troca gasosa no pulmão, dióxido de carbono por oxigénio, é conhecido como hematose pulmonar. Mas também ajuda a regular a temperatura corpórea, o pH do sangue e liberar água.
A inspiração e a expiração são processos passivos do pulmão já que ele não se movimenta, isso fica a cargo do diafragma, dos músculos interpostas e da expansibilidade da caixa torácica, que garante a expansão do pulmão graças à coesão entre a pleura parietal (fixa na caixa torácica) e a pleura visceral (fixa no pulmão).

O ar inspirado, rico em oxigénio, passa pelas vias respiratórias, sendo filtrado, humedecido, aquecido e levado aos pulmões. No íntimo pulmonar o oxigénio do ar inspirado entra na circulação sanguínea e o dióxido de carbono do sangue venoso é liberado nos alvéolos para que seja eliminado com o ar expirado. O ar expirado é pobre em oxigénio, rico em dióxido de carbono e segue caminho oposto pelo trato respiratório.

A respiração, ou melhor dizendo, a ventilação pulmonar, é um processo "semi-automático", que permite a intervenção do sistema nervoso central, mas normalmente é controlada pelo bolbo (que controla a amplitude e frequência da respiração), o diafragma é controlado pelo nervo frénico. O bolbo é sensível às variações de pH do sangue. Ao faltar oxigénio na corrente sanguínea, ocorre um aumento da concentração do hino bicarbonato (HCO3, forma na qual ocorre a maior parte do transporte de gás carbónico no sangue) de carácter ácido, acarretando uma redução do pH e a consequente resposta do bolbo a esta variação, que consiste em aumentar a frequência respiratória.
Vias respiratórias

São assim denominadas as estruturas responsáveis pelo transporte do ar aos pulmões no organismo humano. Essas estruturas são anatomicamente separadas em:
• Fossas nasais (nasofaringe)
• Faringe
• Laringe
• Traqueia
• Brônquios, subdivididos em:
o Brônquios principais
o Brônquios libarem
o Brônquios segmentares
• Bronquíolos (respiratórios e terminais)
• Alvéolos

O epitáfio respiratório (pseudoestratificado, filiado, não-queratinizado) é a mucosa que reveste boa parte do trato respiratório, estendendo-se das fossas nasais até os brônquios. Esse epitáfio é responsável pela filtração, aquecimento, e humidificação do ar inspirado. A filtração é possível graças à presença de muco decretado pelas células apiciformes e dos cílios que orientam seus batimentos em direcção à faringe, impedindo a entrada de partículas estranhas no pulmão; enquanto o aquecimento é garantido pela rica masculinização do tecido, principalmente nas fossas nasais.

A laringe tem importante função ao impedir a entrada de alimento nas vias aéreas inferiores e garantir a fonação. No homem, é formada por nove peças de cartilagem: a cartilagem tiróide, localizada anteriormente e em forma de duas placas formando um diedro, esta é a cartilagem da laringe que forma a proeminência laríngea ou pomo-de-adão; inferiormente instala-se a cartilagem cicnóide, que possui um formato de anel e conecta-se com a extremidade superior da traqueia; posteriores à cartilagem tireóide estão o par de cartilagens cretinóides, que são presas à região supero-posterior da cartilagem cicnóide; fixas sobre cada cartilagem cretinóide encontra-se uma cartilagem circulada; anteriores às cartilagens cretinóides e posteriores à cartilagem tiróide encontram-se as duas cartilagens cuneiformes; e por cima da estrutura da laringe se encontra a cartilagem epiléptica, mobilizável pelos músculos da laringe para fechar a epiglote durante a deglutição. Todas essas cartilagens são unidas por tecido fibroso e músculos. As pregas vocais (cordas vocais) são duas pregas músculo-membranosas presentes na parede posterior da cartilagem tiróide, que aumentam ou reduzem a luz da rima da glote (abertura entre as pregas vocais) produzindo sons durante a passagem de ar.

A traqueia é formada por anéis incompletos de cartilagem em forma de "C", feixes musculares lisos, uma capa interna de epitáfio respiratório, e mais externamente de tecido conjuntivo que envolve todas essas estruturas. Inferiormente se subdivide e da origem a dois brônquios que penetram no pulmão pelo Nilo do pulmão.
Os brônquios, à medida que penetram no pulmão, vão sofrendo sucessivas ramificações até virarem bronquíolos terminais.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

sábado, 7 de novembro de 2009

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

O Império Português no século XVIII

Territórios e recursos naturais


ÒNo final do século XVIII, o Brasil ocupou, na economia portuguesa, o lugar que tinha a Índia no século XVI.
ÒAs maiores riquezas chegadas ao reino deixaram de ser as especiarias orientais para passarem a ser os produtos brasileiros.
ÒEsta mudança faz com que, durante todo o ano, navegassem regularmente barcos entre Portugal e o Brasil, o que contribuiu também para o desenvolvimento dos Açores e da Madeira.
ÒTambém os Portugueses para alem da guerra da restauração, tiveram de entrar em guerra com os Holandeses, para os expulsar do Brasil e reconquistar Angola.


O açúcar Brasileiro


ÒA colonização do Brasil começou a dar muitos bons resultados já no século XVII. De entre as produções agrícolas destacava-se a da cana-de-açúcar, cultivada em grandes plantações, principalmente em Pernambuco, na Baia e no Rio de Janeiro.
ÒA produção de açúcar enriqueceu os chamados “Senhores dos engenhos”.

Senhores dos engenhos


ÒOs canaviais açucareiros eram cultivados em terrenos incluídos em pequenas médias e grandes propriedades, sendo nestas que se situavam os “engenhos”, onde se moía e preparava o açúcar.
ÒOs “Senhores dos engenhos” (…) correspondiam aos grandes Senhores da Europa. Viviam na “casa grande”, com uma vida luxuosa, controlando a “Sanzala”, onde se alojavam os escravos negros que trabalhavam nas plantações e na “fábrica” ( engenho).Deles dependiam ainda outros agricultores menores e empregados Portugueses, que não haviam tido meios económicos para montar “engenhos.

Senhores dos engenhos


ÒOs canaviais açucareiros eram cultivados em terrenos incluídos em pequenas médias e grandes propriedades, sendo nestas que se situavam os “engenhos”, onde se moía e preparava o açúcar.
ÒOs “Senhores dos engenhos” (…) correspondiam aos grandes Senhores da Europa. Viviam na “casa grande”, com uma vida luxuosa, controlando a “Sanzala”, onde se alojavam os escravos negros que trabalhavam nas plantações e na “fábrica” ( engenho).
ÒDeles dependiam ainda outros agricultores menores e empregados Portugueses, que não haviam tido meios económicos para montar “engenhos”.

A descoberta de ouro e pedras preciosas


ÒNos finais do século XVII e princípios do século XVIII, grupos de colonos aventureiros – os “bandeirantes” - descobriram minas de ouro e pedras preciosas em mato grosso, Goiás e Minas Gerais. É a partir de essa altura que se intensifica no Brasil a exploração mineira.
ÒÈ no reinado de D. João V que chegam ao reino as maiores quantidades de ouro Brasileiro.
ÒAo Rei pertencia 1/5, ou seja de 20% de todo o ouro extraído. E, para evitar o contrabando e assegurar a cobrança dos impostos reais, D. João V ordenou que o ouro fosse fundido em barras. Essas barras eram cunhadas com as armas reais e nelas eram gravados o peso e o Ano da fundição.

O trafico de escravos


ÒAs riquezas do Brasil e a frequência com que se podia viajar entre estas colónias e Portugal fizeram com que muitos milhares de colonos Portugueses para ai emigrassem, na esperança de fazer fortuna.
ÒCom o aparecimento do ouro, o numero de colonos aumentou de tal maneira que D. João V se viu obrigado a publicar leis (em 1709, 1711 e 1720) proibindo a emigração dos Portugueses para o Brasil.
ÒFoi também levado para o Brasil um grande numero de escravos Africanos para trabalharem nos engenhos, nas plantações e nas minas.

O transporte de escravos


ÒOs escravos, sobretudo os Africanos, fugiam muitas vezes para o Sertão ( interior) do Brasil e procuravam aí formar comunidades livres. Por isso, os colonos ricos tinham vigilantes – capitães do mato-encarregados de capturar os escravos fugitivos.
ÒA partir do século XVII, a assistência social e religiosa dos escravos Africanos e dos Indianos Brasileiros foi realizada principalmente pelos Jesuítas.
ÒO padre António Vieira foi um Jesuíta que muito lutou pela libertação dos escravos e dos Índios brasileiros.


Realizado por: Rafael Fragoso
Retirado do livro de história do 6º Ano
(história e geografia de Portugal)